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Cultura Inglesa: História e Origem da Lí­ngua Inglesa

A lí­ngua inglesa é fruto de uma história complexa e enraizada num passado muito distante.

Há indí­cios de presença humana nas ilhas britânicas já antes da última era do gelo, quando as mesmas ainda não haviam se Stonehengeseparado do continente europeu e antes dos oceanos formarem o Canal da Mancha. (Cultura Inglesa)

Esse recente fenômeno geológico que separou as ilhas britânicas do continente, ocorrido há cerca de 7.000 anos, também isolou os povos que lá viviam dos conturbados movimentos e do obscurantismo que caracterizaram os primórdios da Idade Média na Europa.

Sí­tios arqueológicos evidenciam que as terras úmidas que os romanos vieram a denominar de Britannia já abrigavam uma próspera cultura há 8.000 anos, embora pouco se saiba a respeito.

OS CELTAS

Guerreiros celtasCelt womenA história da Inglaterra inicia com os celtas.

Por volta de 1000 a.C., depois de muitas migraçíµes, vários dialetos das lí­nguas indo-européias tornam-se grupos de lí­nguas distintos, sendo um desses grupos o celta. Os celtas se originaram presumivelmente de populaçíµes que já habitavam a Europa na Idade do Bronze. Durante cerca de 8 séculos, de 700 a.C. a 100 A.D., o povo celta habitou as regiíµes hoje conhecidas como Espanha, França, Alemanha e Inglaterra. O celta chegou a ser o principal grupo de lí­nguas na Europa, antes de acabarem os povos celtas quase que totalmente assimilados pelo Império Romano.

Roman timber watch tower

A PRESENí?¡A ROMANA

Em 55 e 54 a.C. ocorrem as primeiras invasíµes romanas de reconhecimento, sob o comando pessoal de Júlio César. Em 44 A.D., í  época do Imperador Claudius, ocorre a terceira invasão, quando então a principal ilha britânica é anexada ao Império Romano até os limites com a Caledônia (atual Escócia) e o latim começa a exercer influência na cultura celta-bretí£. Três séculos e meio de presença das legiíµes romanas e seus mercadores, trouxeram profunda influência na estrutura econômica, polí­tica e social das tribos celtas que habitavam a Grí£ Bretanha. Palavras latinas naturalmente passaram a ser usadas para muitos dos novos conceitos.

OS ANGLO-SAXí?¢ES

Invasíµes germânicasDevido í s dificuldades em Roma enfrentadas pelo Império, as legiíµes romanas, em 410 A.D., se retiram da Britannia, deixando seus habitantes celtas í  mercê de inimigos (Scots e Picts). Uma vez que Roma já não dispunha de forças militares para defendê-los, os celtas, em 449 A.D., recorrem í s tribos germânicas (Jutes, Angles, Saxons e Frisians) para obter ajuda. Estes, entretanto, de forma oportunista, acabam tornando-se invasores, estabelecendo-se nas áreas mais férteis do sudeste da Grí£-Bretanha, destruindo vilas e massacrando a população local. Os celtas-bretíµes sobreviventes refugiam-se no oeste. Prova da violência e do descaso dos invasores pela cultura local é o fato de que quase não ficaram traços da lí­ngua celta no inglês.

Elmo anglo-saxãoSão os dialetos germânicos falados pelos anglos e pelos saxíµes que vão dar origem ao inglês. A palavra England, por exemplo, originou-se de Angle-land (terra dos anglos). A partir daí­, a história da lí­ngua inglesa é dividida em três perí­odos: Old English, Middle English e Modern English. A segunda metade do século V, quando ocorreram as invasíµes germânicas, marca o iní­cio do perí­odo denominado Old English.

INTRODUí?¡Ã?Æ?O DO CRISTIANISMO

Em 432 A.D. St. Patrick inicia sua missão de levar o cristianismo í  população celta da Irlanda. Em 597 A.D. a Igreja manda missionários liderados por Santo Agostinho para converter os anglo-saxíµes ao cristianismo. O processo de cristianização ocorre gradual e pacificamente, marcando o iní­cio da influência do latim sobre a lí­ngua germânica dos anglos-saxíµes, origem do inglês moderno. Esta influência ocorre de duas formas: introdução de vocabulário novo referente a religião e adaptação do vocabulário anglo-saxão para cobrir novas áreas de significado. A necessidade de reprodução de textos bí­blicos representa também o iní­cio da literatura inglesa.

A introdução do cristianismo representou também a rejeição de elementos da cultura celta e associação dos mesmos a bruxaria. A observação ainda hoje de Halloween na noite de 31 de outubro é exemplo remanescente de cultura celta na visão do cristianismo.

í?¬quele perí­odo, a Inglaterra encontra-se dividida em sete reinos anglo-saxíµes e o Old English, então falado, na verdade não era uma única lí­ngua, mas sim uma variedade de diferentes dialetos.

Os dialetos do inglês antigo de antes do cristianismo eram lí­nguas funcionais para descrever fatos concretos e atender necessidades de comunicação diária. O vocabulário de origem greco-latina introduzido pela cristianização expandiu a linguagem anglo-saxônica na direção de conceitos abstratos.

Viking boatAo final do século 8, iniciam os ataques dos Vikings contra a Inglaterra. Originários da Escandinávia, esses povos usavam de violência e seus ataques causaram destruição em muitas regiíµes da Europa. Os vikings que se estabeleceram na Inglaterra eram predominantemente provenientes da região hoje pertencente à Dinamarca e falavam Old Norse, ancestral do dinamarquês. Esses mais de 200 anos de presença de escandinavos na Inglaterra naturalmente exerceram influência sobre o Old English. Entretanto, devido í  semelhança entre as duas lí­nguas, torna-se difí­cil determinar esta influência com precisão.

OLD ENGLISH (500 - 1100 A.D.)

Old English, í s vezes também também denominado Anglo-Saxon, comparado ao inglês moderno, é uma lí­ngua quase irreconhecí­vel, tanto na pronúncia, quanto no vocabulário e na gramática. Para um falante nativo de inglês hoje, das 54 palavras do Pai Nosso em Old English, menos de 15% são reconhecí­veis na escrita, e provavelmente nada seria reconhecido ao ser pronunciado. A correlação entre pronúncia e ortografia, entretanto, era muito mais próxima do que no inglês moderno. No plano gramatical, as diferenças também são substanciais. Em Old English, os substantivos declinam e têm gênero (masculino, feminino e neutro), e os verbos são conjugados.

A CONQUISTA DA INGLATERRA PELOS NORMANDOS NA BATALHA DE HASTINGS

MapaA Batalha de Hastings em 1066, foi um evento histórico de grande importância na história da Inglaterra. Representou não só uma drástica reorganização polí­tica, mas também alterou os rumos da lí­ngua inglesa, marcando o iní­cio de uma nova era.

A batalha foi travada entre o exército normando, comandado por William, Duque da Normandia (norte da França), e o exército anglo-saxão liderado por King Harold, em 14 de outubro de 1066.

O predecessor de Harold havia tido fortes ví­nculos com a corte da Normandia e supostamente prometido o trono da Inglaterra para o Duque da Normandia. Após sua morte, entretanto, o conselho do reino apontou Harold como sucessor, levando William a apelar para a guerra como forma de impor seus pretensos direitos.

Veja como um artista do século 11 representou, em tapeçaria, a travessia do Canal da Mancha pelas tropas de William:

Tapeçaria de Bayeaux

A sangrenta batalha só terminou ao fim do dia, com o Rei Harold e seus irmãos mortos e um saldo de 1500 a 2000 guerreiros mortos do lado normando e outros tantos ou mais, do lado inglês.

Henry IWilliam IIWilliam, o ConquistadorWilliam havia conquistado em poucos dias uma vitória que romanos, saxíµes e dinamarqueses haviam lutado longa e duramente para alcançar. Ele havia conquistado um paí­s de um milhão e meio de habitantes e provavelmente o mais rico da Europa, na época. Por esse feito ficou conhecido na história como William the Conqueror.

O regime que se instaurou a partir da conquista foi caracterizado pela centralização, pela força e, naturalmente, pela lí­ngua dos conquistadores: o dialeto francês denominado Norman French. O próprio William l não falava inglês e, por ocasião de sua morte em 1087, não havia uma única região da Inglaterra que não fosse controlada por um normando. Seus sucessores, William II (1087-1100) e Henry I (1100-1135), passaram cerca de metade de seus reinados na França e provavelmente possuí­am pouco conhecimento de inglês.

Durante os 300 anos que se seguiram, principalmente nos 150 anos iniciais, a lí­ngua usada pela aristocracia na Inglaterra foi o francês. Falar francês tornou-se então condição para aqueles de origem anglo-saxônica em busca de ascensão social através da simpatia e dos favores da classe dominante.

MIDDLE ENGLISH (1100 - 1500)

O elemento mais importante do perí­odo que corresponde ao Middle English foi, sem dúvida, a forte presença e influência da lí­ngua francesa no inglês. Essa verdadeira transfusão de cultura franco-normanda na nação anglo-saxônica, que durou três séculos, resultou principalmente num aporte considerável de vocabulário. Isto demonstra que, por mais forte que possa ser a influência de uma lí­ngua sobre outra, esta influência normalmente não vai além de um enriquecimento de vocabulário, dificilmente afetando a pronúncia ou a estrutura gramatical.

O passar dos séculos e as disputas que acabaram ocorrendo entre os normandos das ilhas britânicas e os do continente, provocam o surgimento de um sentimento nacionalista e, pelo final do século 15, já se torna evidente que o inglês havia prevalecido. Até mesmo como linguagem escrita, o inglês já havia substituí­do o francês e o latim como lí­ngua oficial para documentos. Também começava a surgir uma literatura nacional.

Muito vocabulário novo foi incorporado com a introdução de novos conceitos administrativos, polí­ticos e sociais, para os quais não havia equivalentes em inglês. Em alguns casos, entretanto, já existiam palavras de origem germânica, as quais, ou acabaram desaparecendo, ou passaram a coexistir com os equivalentes de origem francesa, em princí­pio como sinônimos, mas, com o tempo, adquirindo conotaçíµes diferentes. Exemplos:
Anglo-Saxão
Francês
   Anglo-Saxão Francês    Anglo-Saxão Francês
answer
begin
bill
chicken
clothe
come
end
fair
feed
respond
commence
beak
poultry
dress
arrive
finish
beautiful
nourish
folk
freedom
ghost
happiness
help
hide
house
hunt
kin
people
liberty
phantom
felicity
aid
conceal
mansion
chase
relations
kingly
look
pig
sheep
shut
sight
wish
work
yearly
royal
search
pork
mutton
close
vision
desire
labor
annual

Pequenas diferenças dialetais resultantes desta simbiose entre diferentes grupos sociais e suas respectivas lí­nguas podem ser observadas ainda atualmente. Nos meios intelectuais das classes mais privilegiadas dos paí­ses de lí­ngua inglesa existe até hoje uma tendência a um uso maior de palavras de origem latina. De acordo com o norte-americano Pat Brown, freqí¼entador do fórum de discussíµes deste site,

The split between the French-speaking Normans and peasant English-speaking Saxons still exists today in a curious fashion. The Normans, as the conquerors and rulers, became the upper-class of England and their speech metamorphosed into today's well-educated English - composed primarily of Latin-based vocabulary. The common everyday speech of most modern English speakers however is still directly based on the Anglo-Saxon.

Além da influência do francês sobre seu vocabulário, o Middle English se caracterizou também pela gradual perda de declinaçíµes, pela neutralização e perda de vogais atônicas em final de palavra e pelo iní­cio do Great Vowel Shift.

THE GREAT VOWEL SHIFT

Uma acentuada mudança na pronúncia das vogais do inglês ocorreu principalmente durante os séculos 15 e 16. Praticamente todos os sons vogais, inclusive ditongos, sofreram alteraçíµes e algumas consoantes deixaram de ser pronunciadas. De uma forma geral, as mudanças das vogais corresponderam a um movimento na direção dos extremos do espectro de vogais, como representado no gráfico abaixo.

Great Vowel Shift
PRONÃ?Å¡NCIA
ANTES DO SÉCULO 15
PRONÃ?Å¡NCIA
MODERNA
    fine /fi:ne/
    hus /hu:s/
    ded /de:d/, semelhante a dedo em português
    fame /fa:me/, semelhante í  atual pronúncia de father
    so /só:/, semelhante í  atual pronúncia de saw
    to /to:/, semelhante í  atual pronúncia de toe
  /fayn/
house /haws/ 
deed /diyd/
  /feym/
  /sow/
  /tuw/

O sistema de sons vogais da lí­ngua inglesa antes do século 15 era bastante semelhante ao das demais lí­nguas da Europa ocidental, inclusive do português de hoje. Portanto, a atual falta de correlação entre ortografia e pronúncia do inglês moderno, que se observa principalmente nas vogais, é, em grande parte, conseqí¼ência desta mudança ocorrida no século 15.

MODERN ENGLISH (a apartir de 1500)

Enquanto que o Middle English se caracterizou por uma acentuada diversidade de dialetos, o Modern English representou um perí­odo de padronização e unificação da lí­ngua. O advento da imprensa em 1475 e a criação de um sistema postal em 1516 possibilitaram a disseminação do dialeto de Londres - já então o centro polí­tico, social e econômico da Inglaterra. A disponibilidade de materiais impressos também deu impulso í  educação, trazendo o alfabetismo ao alcance da classe média.

A reprodução e disseminação de uma ortografia finalmente padronizada, entretanto, coincidiu com o perí­odo em que ocorria ainda a Great Vowel Shift. As mudanças ocorridas na pronúncia a partir de então, não foram acompanhadas de reformas ortográficas, o que revela um caráter conservador da cultura inglesa. Temos aí­ a origem da atual falta de correlação entre pronúncia e ortografia no inglês moderno. Dââ?¬â?¢Eugenio assim explica o que ocorreu:Samuel Johnson

O processo de padronização da lí­ngua inglesa iniciou em princí­pios do século 16 com o advento da litografia, e acabou fixando-se nas presentes formas ao longo do século 18, com a publicação dos dicionários de Samuel Johnson (figura ao lado) em 1755, Thomas Sheridan em 1780 e John Walker em 1791. Desde então, a ortografia do inglês mudou em apenas pequenos detalhes, enquanto que a sua pronúncia sofreu grandes transformaçíµes. O resultado disto é que hoje em dia temos um sistema ortográfico baseado na lí­ngua como ela era falada no século 18, sendo usado para representar a pronúncia da lí­ngua no século 20. (319, minha tradução)

Da mesma forma que os primeiros dicionários serviram para padronizar a ortografia, os primeiros trabalhos descrevendo a estrutura gramatical do inglês influenciaram o uso da lí­ngua, incorporando conceitos gramaticais das lí­nguas latinas e trazendo uma uniformidade gramatical. Durante os séculos 16 e 17 ocorreu o surgimento e a incorporação definitiva do verbo auxiliar do para frases interrogativas e negativas. A partir do século 18 passou a ser considerado incorreto o uso de dupla negação numa mesma frase como, por exemplo: She didn't go neither.

SHAKESPEAREShakespeare

William Shakespeare (1564-1616), representou uma forte influência no desenvolvimento de uma linguagem literária. Sua imensa obra é caracterizada pelo uso criativo do vocabulário então existente, bem como pela criação de palavras novas. Substantivos transformados em verbos e verbos em adjetivos, bem como a livre adição de prefixos e sufixos e o uso de linguagem figurada são freqí¼entes nos trabalhos de Shakespeare.

Ao mesmo tempo em que a literatura se desenvolvia, o colonialismo britânico do século 19, levava a lí­ngua inglesa a áreas remotas do mundo, proporcionando contato com culturas diferentes e trazendo novo enriquecimento ao vocabulário do inglês.

Desde o iní­cio da era cristí£ até o século 19, seis idiomas chegaram a ser falados na Inglaterra: Celta, Latim, Old English, Norman French, Middle English e Modern English. Essa diversidade de influências explica o fato de ser o inglês uma lí­ngua menos sistemática e menos regular, quando comparado í s lí­nguas latinas e mesmo ao alemão. Poderia nos levar a concluir também que o inglês de hoje pode ser comparado a uma colcha feita de retalhos de tecidos de origem das mais diversas.

AMERICAN ENGLISH

A esperança de alcançar prosperidade e os anseios por liberdade de religião foram os fatores que determinaram a colonização da América do Norte. A chegada dos primeiros imigrantes ingleses em 1620, marca o iní­cio da presença da lí­ngua inglesa no Novo Mundo.

The first sermon at Plymouthí?¬ época da independência dos Estados Unidos, em 1776, quando a população do paí­s chegava perto de 4 milhíµes, o dialeto norte-americano já mostrava caracterí­sticas distintas em relação aos dialetos das ilhas britânicas. O contato com a realidade de um novo ambiente, com as culturas indí­genas nativas e com o espanhol das regiíµes adjacentes ao sul, colonizadas pela Espanha, provocou um desenvolvimento de vocabulário diverso do inglês britânico.

Hoje, entretanto, as diferenças entre os dialetos britânicos e norte-americanos estão basicamente na pronúncia, além de pequenas diferenças no vocabulário. Ao contrário do que aconteceu entre Brasil e Portugal, Estados Unidos da América e Inglaterra mantiveram fortes laços culturais, comerciais e polí­ticos. Enquanto que o português ao longo de 4 séculos se desenvolveu em dois dialetos substancialmente diferentes em Portugal e no Brasil, as diferenças entre os dialetos britânico e norte-americano são menos significativas.

O INGLÊS COMO LíNGUA DO MUNDO

Fatos históricos recentes explicam o atual papel do inglês como lí­ngua do mundo.

Em primeiro lugar, temos o grande poderio econômico da Inglaterra nos séculos 18, 19 e 20, alavancado pela Revolução Industrial, e a conseqí¼ente expansão do colonialismo britânico. Esse verdadeiro império de influência polí­tica e econômica atingiu seu ápice na primeira metade do século 20, com uma expansão territorial que alcançava 20% das terras do planeta. O British Empire chegou a ficar conhecido como "the empire where the sun never sets" devido í  sua vasta abrangência geográfica, provocando uma igualmente vasta disseminação da lí­ngua inglesa.

Em segundo lugar, o poderio polí­tico-militar do EUA a partir da segunda guerra mundial e a marcante influência econômica e cultural resultante, acabaram por deslocar o francês como lí­ngua predominante nos meios diplomáticos e solidificar o inglês na posição de padrão das comunicacíµes internacionais. Simultaneamente, ocorre um rápido desenvolvimento do transporte aéreo e das tecnologias de telecomunicação. Surgem os conceitos de information superhighway e global village para caracterizar um mundo no qual uma linguagem comum de comunicação é imprescindí­vel.


RESUMO CRONOLí??GICO

  • 10.000 - 6.000 a.C. - Sí­tios arqueológicos evidenciam a presença do homem nas terras que encontravam-se ainda unidas ao continente europeu e que os romanos posteriormente viriam a denominar de Britannia.
  • 1.200 - 600 a.C. - Celtas se estabelecem na Europa e ilhas britânicas, marcando a partir daí­ sua presença na Europa por cerca de 8 séculos, antes de sua quase completa assimilação pelo Império Romano.
  • 55 e 54 a.C. - Primeiras incursíµes romanas de reconhecimento, sob o comando de Júlio César.
  • 44 A.D. - Legiíµes romanas, í  época do Imperador Claudius, invadem e anexam a principal ilha britânica.
  • 50 A.D. - Os romanos fundam Londinium í s margens do Tâmisa.
  • 410 A.D. - Legiíµes romanas se retiram das ilhas britânicas para defender Roma de ataques dos bárbaros.
  • 432 A.D. - St. Patrick inicia sua missão de cristianizar a Irlanda.
  • 450 - 550 A.D. - Tribos germânicas (anglos e saxíµes) se estabelecem na Britannia após a saí­da das legiíµes romanas. Iní­cio do perí­odo Old English.
  • 500 - 1100 - Perí­odo que corresponde ao Old English.
  • 465 A.D. - Suposta data de nascimento do lendário Rei Artur.
  • 597 A.D. - Chegada de Santo Agostinho e seus missionários para converter os anglo-saxíµes ao cristianismo. Inicia o primeiro perí­odo de influência do latim na lí­ngua anglo-saxônica.
  • 600 A.D. - A Inglaterra encontra-se dividida em 7 reinos anglo-saxíµes.
  • 787 - 1000 A.D. - Ataques escandinavos (Vikings).
  • 871 A.D. - Coroação do King Alfred, rei dos saxíµes do oeste, reconhecido como rei da Inglaterra após ter expulsado os Vikings.
  • 1066 - Batalha de Hastings, em que os franceses normandos, liderados por William, derrotam Harold, conquistando a Inglaterra e dando iní­cio a um perí­odo de 350 anos de forte influência do francês sobre o inglês.
  • 1066-1087 - Reinado de William I (William the Conqueror), primeiro rei normando.
  • 1087-1100 - Reinado de William II, filho de William I e segundo rei normando.
  • 1100-1135 - Reinado de Henry I, também filho de William I, o terceiro rei normando e o primeiro a ter uma esposa britânica (Mathilda of Scotland). É provável que Henry I tivesse algum domí­nio sobre o inglês, e foi em seu reinado que as diferenças entre as sociedades anglo-saxônica e normanda começaram a lentamente diminuir.
  • 1100 - 1500 - Perí­odo que corresponde ao Middle English.
  • 1204 - King John, Rei da Inglaterra, entra em conflito com o Rei Philip da França, marcando o iní­cio de um novo perí­odo de valorização do sentimento nacionalista inglês.
  • 1300 - Robert of Gloucester faz referência í  lí­ngua inglesa como sendo ainda uma lí­ngua falada na Inglaterra apenas por "low people".
  • 1362 - Inglês é usado, pela primeira vez, na abertura do Parlamento Inglês.
  • 1400 - 1600 - Perí­odo em que ocorrem com mais intensidade as mudança de vogais (Great Vowel Shift).
  • 1475 - Advento da imprensa, dando iní­cio a uma padronização da ortografia e levando í  disseminação da forma ortográfica do dialeto de Londres.
  • 1500 até hoje - Perí­odo correspondente ao Modern English.
  • 1516 - Henrique VIII cria o primeiro sistema postal da Inglaterra.
  • 1558 - Iní­cio do reinado de Elizabeth I (filha de Henrique VIII) e da era elisabetana, perí­odo caracterizado por um substancial aumento do vocabulário do inglês e pelas monumentais obras literárias de Spenser, Shakespeare e Jonson.
  • 1564 - Nascimento de William Shakespeare.
  • 1603 - Morte de Elizabeth I e fim do período elisabetano.
  • 1611 - A Igreja da Inglaterra publica a King James Bible, que exerceu grande influência na linguagem de então.
  • 1616 - Falecimento de William Shakespeare.
  • 1620 - Os Pilgrims chegam í  America do Norte e estabelecem a Colônia de Plymouth.
  • 1755 - Samuel Johnson publica A Dictionary of the English Language, trazendo estabilidade í  lí­ngua inglesa.
  • 1762 - Bishop Robert Lowth publica Short Introduction to English Grammar, a primeira gramática influente da lí­ngua inglesa.
  • 1776 - Declaração da independência dos Estados Unidos.
  • 1700 - 1900 - Revolução Industrial, a qual alavancou o poderio econômico da Inglaterra, permitindo a expansão do colonialismo britânico e conseqí¼entemente da lí­ngua inglesa no século 19.
  • 1806 - Ano de publicação do primeiro dicionário de Noah Webster: A Compendious Dictionary of the English Language.
  • 1890 - 1920 - Apogeu do Império Britânico.
  • 1928 - Ano de publicação da primeira edição do Oxford English Dictionary (OED), em 12 volumes e contendo cerca de 415 mil entradas.
  • 1945 - Fim da segunda guerra mundial, marca o iní­cio de um perí­odo de influência polí­tico-militar dos EUA e uma conseqí¼ente influência econômica e cultural decisiva para o papel do inglês como língua internacional nos dias de hoje.
  • 1989 - Ano de publicação da segunda edição do Oxford English Dictionary (OED), em 20 volumes e em CD-ROM, contendo mais de 500 mil entradas.
  • 1985 - 1995 - Surgimento da Internet.


BIBLIOGRAFIA

Cambridge, Corpus Christi College 140 [WSCp], Lord's Prayer - a translation of the Gospels written in Bath in the first half of the 11th century; edited by Liuzza (1994). Read by Cathy Ball (Department of Linguistics, Georgetown University) for Edward Vanetten's Sunday School class. <http://www.georgetown.edu/faculty/ballc/oe/paternoster-oe.html>. Online Oct 21, 2003.
Crack, Glen Ray. Battle of Hastings 1066 <http://battle1066.com/>. Online. June 27, 2001.
Crane, L. Ben, Edward Yeager and Randal L. Whitman. An Introduction to Linguistics. Boston: Little, Brown & Co., 1981.
Crystal, David. The Cambridge Encyclopedia of the English Language. Cambridge University Press, 1999.
D'Eugenio, Antonio. Major Problems of English Phonology. Foggia, Italy: Atlantica, 1982.
Encarta 97 Encyclopedia. Microsoft, 1997.
McArthur, Tom. The Oxford Companion to the English Language. Oxford, 1992.
Norton-Taylor, Duncan. The Celts. Time Inc, 1974.
Wallbank, T. Walter, Alastair M. Taylor and Nels M. Bailkey. Civilization Past and Present. Scott, Foresman & Co., 1962.


Fonte:http://www.sk.com.br/sk-enhis.html

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Graduado em Informática com Ênfase em Gestão de Negócios na FATEC/ZL e não em Letras (que pena!).

Amante da Língua Inglesa e Interessado em entrar na Jerusalém Celestial e ver um mundo com Tradução Automática.


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Comentários   

 
0 #3 Estudante 'Keyla 18-09-2013 13:43
Esses informantes estão ótimos , são as coisas que eu precisa pra estudar mais , pelo visto agora vão vir notas melhores '
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-1 #2 vitoria 23-11-2010 19:16
8)
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